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segunda-feira, 25 de abril de 2011



E tem dias que eu choro. Choro para lavar a minha alma. Choro para ver se o amor saí junto com as lagrimas. Choro por ódio de mim, por não conseguir
prever o futuro. Ou então até conseguir prever que mais pra frente que iria sofrer, mas não acreditar que você era capaz de provocar uma lagrima
nos meus olhos. Olho para os lados, esta de madrugada, e ninguém para me abraçar. Ou então, olho para os lados e não vejo ninguém que seja capaz de me abraçar sem fazer perguntas, sem dizer “viu, eu te avisei”. Não vejo
ninguém capaz de entender o que eu sinto de verdade. Eu só vejo a minha parede, que não tem boca para falar, e muito menos braços para abraçar. Mas ela vive me escutando, vendo de camarote a minha insônia, as minhas
lagrimas. Talvez a parede do meu quarto seja o único ser, que mesmo não estando vivo, seja capaz de me entender. E eu vou ficando por aqui, sofrendo calada entre quatro paredes, e quando eu sair dali, cabe a mim ter um sorriso enorme no rosto, e fingir que nada aconteceu.  

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